União das Freguesias de Atães e Rendufe União das Freguesias de Atães e Rendufe

História

Atães

A freguesia de Atães localiza-se a cerca de 6 quilómetros de Guimarães, no lado Este do concelho, fazendo fronteira com o concelho de Fafe. O comércio e o sector têxtil da indústria são as principais fontes da actividade económica da freguesia. A origem de Atães, anterior ao século X, vem do termo latino ‘villa Atanici’, que significa Quinta do Atânico, do gótico ‘Atta’, o mesmo que ‘pai’.

Do património destacam-se as igrejas velhas de Santa Maria de Atães e de Santa Cristina de Caíde – antigas povoações que abrangia, – existindo documentos do ano de 950 que relatam a partilha de bens entre os filhos do Conde Hermenegildo Gonçalves e sua viúva, a Condessa Mumadona Dias, após a morte daquele. A Condessa ficou com Atães e viria a doar a povoação ao Mosteiro de Guimarães, em 959. Atães esteve vários anos sob jurisdição da antiga freguesia de Lobeira, acoplando-se os nomes, Atães e Lobeira. E foi em Lobeira – antes Solar dos Lobeiras, – que, reza a lenda, se escondeu São Torcato. No século XVIII, Santa Maria de Atães foi paróquia da Ordem de São Jerónimo, passando mais tarde a reitoria. Rendia cem mil réis, cabendo aos frades quatrocentos.

A actual igreja paroquial de Atães foi edificada entre as duas igrejas velhas, entretanto demolidas.


Rendufe

Situada no extremo este do concelho, a freguesia de Rendufe está localizada a 10 quilómetros de Guimarães, na margem esquerda do rio Selho, um afluente do Ave, fazendo fronteira com o concelho de Fafe. Esta é uma freguesia semiurbana, integrando a AMU – Área Mediamente Urbana – de S. Torcato, uma das freguesias com quem partilha vizinhança.

A sua actividade económica baseia-se em grande parte na agricultura, existindo também na freguesia algum tecido industrial e comercial. A origem do topónimo Rendufe provém de um nome próprio muito usado na antiguidade, muito provavelmente de origem germânica. A sua povoação tem origem anterior à fundação da nacionalidade, cujo primeiro documento que faz referência à localidade data de 1021, em que Rendufe surge denominado em latim como “Randulfi”. Neste mesmo escrito consta que a povoação era devota a Santa Marta, sendo o orago alterado posteriormente para S. Romão ou S. Romano, actual padroeiro de Rendufe e estando estabelecido já aquando das Inquirições de 1220, designando-se a freguesia por ‘Sancto Romano de Rendufi’.

Em 1357 esteve inserida no padroado de S. Torcato, tendo sido doado ao prior Lourenço Martins, do mosteiro desta localidade, pelo anterior patrono, Afonso Gonçalves. Até ao século XIX, neste território estávamos perante o couto de Rendufe.

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